Você pratica esse pensamento no dia a dia?

Autoconhecimento

Você pratica esse pensamento no dia a dia?

cereustreinamentos
Escrito por cereustreinamentos em 24 de fevereiro de 2020

Por Jader Amaral


Era uma manhã de quarta-feira e me preparava para entrar em um treinamento. Primeiro busco a autoconexão, exercício de respiração, trago o meu melhor e abro mais espaço do lugar onde estão os meus pontos de vista, ou seja, minhas percepções, pois despejamos nossas impressões sobre o mundo e não vemos nada mais que o nosso reflexo.

O Filósofo Sri Ram diz que a maior parte das coisas que vemos não são as coisas em si mas são as nossas projeções sobre as coisas. Nós temos uma grande identificação em ideias prévias e opiniões próprias que deixamos de ver as coisas como elas são e sim a si mesmos.

Inicio o treinamento, depois os devidos acordos e alinhamentos, dinâmicas de “check-in”, integração e aos poucos vamos trilhando passo a passo um caminho de reflexão, trocas, experiências e aprendizagem.

Nesse processo é comum ouvir a prática do seguinte pensamento: “Já sei. Eu consigo sozinho”. Às vezes penso comigo e muitas vezes verbalizo que “não me interessa que você saiba, mas sim que você faça”. Ora, existe um abismo entre o que sabemos e o que fazemos. Talvez sempre vá existir, mas podemos aproximar as bordas para conseguir dar um salto e praticar, pois a experiência nos transforma.

Primeiro, e bastante importante, é a busca pela autotransformação para transformar o que chamamos de realidade. O que enxergamos, são os efeitos. Precisamos acessar as causas e agir sobre elas. Ok que você já saiba, mas então faça! Solicite apoio de alguém, pois sabemos, também, que sozinho é menos enriquecedor, existem poucas possibilidades e menor diversidade. Empregamos mais força e gastamos muita energia.

John Cacioppo, um americano, neurocientista e pesquisador afirma que nossa força não advém do individualismo rígido, mas de uma capacidade colaborativa de planejar, nos comunicar e trabalhar em grupo, ou seja, tornar-se o indivíduo de que os outros podem depender.

Estamos diante de um contexto que nos convida para soluções coletivas, criativas e cooperativas. Necessitamos recriar a forma de vermos o mundo e as nossas dinâmicas de interação social para que resultem numa dimensão ampliada da convivência humana, resgatando nosso potencial para vivermos juntos e compartilharmos o nosso espaço social, político e de lazer.

É importante praticar o “não sei”, “preciso de ajuda”, “preciso de apoio”. Não precisamos saber fazer tudo. Platão já dizia que o maior impedimento da sabedoria é achar que já sabemos. Isso bloqueia nosso processo de aprendizagem.

Enfim, necessitamos criar uma cultura em que as pessoas se sintam confortáveis para expressar as suas necessidades sem julgamentos e rótulos, que sejam reconhecidas, ouvidas e respeitadas. Assim, somos convidados a participar sem medo e a contribuir com os nossos dons e talentos, pois não precisamos chegar sozinhos, se defender ou se esconder atrás do “Já sei. Eu consigo sozinho”.

Vamos praticar?

Vamos invocar a nossa criança e ver as coisas com olhos de primeira vez?

Vamos alinhar a prática com que falamos?

Seguimos em conexão…

Olá,

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