Agora já falei... Para onde foi minha capacidade de pensar?

Autoconhecimento

Agora já falei... Para onde foi minha capacidade de pensar?

cereustreinamentos
Escrito por cereustreinamentos em 12 de fevereiro de 2020

Por Jader Amaral

NO CALOR DA SITUAÇÃO

Todos nós tivemos a experiência no dia a dia de fazer algo no calor da
situação que lamentamos depois. Somos seres reativos. Nossa reação voa
pela porta antes de podermos pegá-la. É como se nossa mente racional
parasse e o que vem à tona não só nos surpreende, como também a todos
à nossa volta. Acabamos dizendo: “Como eu pude fazer isso? Como eu
pude dizer isso? O que eu estava pensando? Bem, na verdade, não
estávamos pensando claramente, ficamos atordoados com uma reação
emocional. Fomos convidados a sair do nosso centro e aceitamos o convite. Fomos raptados!

O RAPTO DA AMÍDALA
O rapto da amídala é um termo criado no Inteligência Emocional de Daniel
Goleman, seu primeiro livro sobre o assunto. A amídala é a parte
emocional do cérebro que regula a resposta de luta, fuga ou
congelamento. Quando ameaçada, pode responder irracionalmente. Uma
corrida de hormônios do estresse inunda o corpo antes do córtex pré-
frontal (CPF) poder mediar essa reação. O córtex pré-frontal regula o
funcionamento executivo, que inclui compreender, decidir, lembrar,
memorizar e inibir as emoções. É essencial para pensar nas coisas versus
estar no “piloto automático”. O CPF é relativamente lento ao tomar
decisões, ao passo que a amídala é rápida. Isto significa que sentimos
antes de pensar! A amídala pode anular o córtex pré-frontal com
respostas automáticas descontroladas.
Amy Arnsten relata que o córtex pré-frontal mantém o conteúdo da mente,
especialmente aquele que nós mesmos geramos internamente. Contudo,
tem limites, pois pode manter apenas alguns pensamentos. “Tem que ter
tudo imediatamente ou não funciona bem”.

Decidir e manter o que queremos ver acontecer enquanto inibimos muitas emoções e estresses drena sua capacidade pré-frontal (razão) e cria a base para um rapto da amídala (ações no automático).

NA PRÁTICA

Muitas situações chegam pra nós de surpresa e em outras casos nós já sabemos o que vamos encontrar! Desde um atendimento, uma reunião, um encontro, uma situação que se repete, enfim, é necessário buscar o máximo de clareza de como deseja fazer essa travessia. Sendo assim, é bastante importante a preparação, ou seja, incluir práticas que podem apoiar como a respiração, a autoconexão, ficar próximo ao centro da base de valores pois nesse lugar temos mais luz e consciência, ter claro os objetivos para aquele dia, para aquela situação, ou com aquela pessoa ou grupo, evitar julgamentos e etiquetas, pois elas nos afastam da pessoa, da essência do outro.

Vamos praticar? Não têm receitas. Nem sempre vamos conseguir, mas podemos minimizar o número e o nível de energia que geramos quando nos expressamos de um lugar de dor. Importante o autorrespeito e repeitar o espaço do outro.

Liderando com Inteligência Emocional de Nadler

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